PERIÓDICO DE DIVULGAÇÃO DO ESPIRITISMO PRÁTICO
Mediunidade VI - Todos os médiuns são chamados a servir à causa do Espiritismo
01 / SETEMBRO / 2022
Mediunidade: Todos os médiuns são chamados a servir à causa do Espiritismo

 

(Sexto artigo)

 

   "Todos os médiuns são, incontestavelmente, chamados a servir à causa do Espiritismo, na medida de suas faculdades, mas bem poucos há que não se deixem prender nas armadilhas do amor-próprio. É uma pedra de toque, que raramente deixa de produzir efeito. Assim é que, sobre cem médiuns, um, se tanto, encontrareis que, por muito ínfimo que seja, não se tenha julgado, nos primeiros tempos da sua mediunidade, fadado a obter coisas superiores e predestinado a grandes missões.(...)" O Espírito de Verdade.1

 

Nesses tempos de renovação social, os médiuns têm uma missão particular

 

   "Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem neles os órgãos materiais que lhes faltam para nos transmitir suas instruções; por isso são dotados de faculdades para esse efeito. Nesses tempos de renovação social, eles têm uma missão particular; são árvores que devem dar o alimento espiritual a seus irmãos; eles são multiplicados para que o alimento seja abundante; há-os em toda a parte, em todos os países, em todos os níveis da sociedade, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que não haja deserdados, e para provar aos homens que todos são chamados. (...)"2

 

Não há lugar onde não existam médiuns

 

   "(...) Ora, podendo cada um ser médium, quem poderá impedir uma família em seu lar, um indivíduo no silêncio de seu gabinete, o prisioneiro sob cadeados3, de entrar em comunicação com os Espíritos, à revelia dos carcereiros e mesmo em face deles? Se as proibirem num país, poderão obstar a que se verifiquem nos países vizinhos, no mundo inteiro, uma vez que nos dois hemisférios não há lugar onde não existam médiuns? Para se encarcerarem todos os médiuns, seria preciso que se encarcerasse a metade do gênero humano. Chegassem mesmo, o que não seria mais fácil, a queimar todos os livros espíritas e no dia seguinte estariam reproduzidos, porque inatacável é a fonte donde dimanam e porque ninguém pode encarcerar ou queimar os Espíritos, seus verdadeiros autores."4

 

As conversas em casa com os parentes e amigos mortos

 

   "Sem dúvida é verdade que os adeptos se multiplicam, mas o que vale ainda mais que o número é a qualidade. Ora! Nós declaramos alto e bom som que em parte alguma vimos reuniões espíritas mais edificantes que as dos operários de Lyon, quanto à ordem, ao recolhimento e à atenção que prestam às instruções de seus guias espirituais. Lá havia homens, velhos, senhoras, moços, e até crianças cuja atitude respeitosa e recolhida contrasta com a sua idade. Jamais uma delas perturbou, por um instante, o silêncio de nossas reuniões, por vezes muito longas. Elas pareciam quase tão ávidas quanto seus pais em recolher nossas palavras. Isto não é tudo. O número das metamorfoses morais, nos operários, é quase tão grande quanto entre os adeptos. São hábitos viciosos reformados, paixões acalmadas, ódios apaziguados, intimidades pacificadas, numa palavra, desenvolvidas as virtudes mais cristãs, e isto pela confiança, agora inquebrantável, que as comunicações espíritas lhes dão do futuro, em que não acreditavam. Para eles é uma felicidade assistir a essas instruções, de onde saem reconfortados contra a adversidade. Também se veem alguns que fazem mais de uma légua com qualquer tempo, inverno ou verão, e que tudo enfrentam para não perderem uma sessão. É que neles não há uma fé vulgar, mas uma fé baseada em convicção profunda, raciocinada, e não cega.

   Os Espíritos que os instruem sabem admiravelmente pôr-se à altura de seus ouvintes. Os ditados não são trechos de eloquência, mas boas instruções familiares, despretensiosas, e que, por isto mesmo, vão ao coração. As conversas com os parentes e amigos mortos ali representam um grande papel, de onde saem quase sempre lições úteis. Muitas vezes uma família inteira se reúne e a noite se passa em suave enlevo com os que se foram. Eles querem ter notícias dos tios, das tias, dos primos e das primas; saber se são felizes. Ninguém é esquecido. Cada um quer que o avô lhe diga algo, e a cada um ele dá um conselho.(...)"5

 

"Muito se pedirá àquele que muito recebeu"

 

   "O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular: não é circunscrito; todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade."6

   "... Então, nada significam esses princípios hoje ensinados pela voz do mundo invisível em todas as partes do mundo, no recesso de todas as famílias, desde o palácio até a choupana? Então nada são essas marteladas diárias, a toda hora e por toda parte? Credes que as massas não estão mais penetradas e impressionadas pelas máximas vindas de seus parentes e amigos do que pelas de Sócrates e de Platão, que eles jamais leram, ou que só conhecem de nome?"7

 

O Espiritismo é uma doutrina moral que se aplica a todas as religiões

 

   "Visando desacreditar o Espiritismo, pretendem alguns que ele vá destruir a religião. Sabeis exatamente o contrário, pois a maioria de vós, que mal acreditáveis em Deus e na alma, agora creem; quem não sabia o que era orar, ora com fervor; quem não mais punha os pés nas igrejas, agora vai com recolhimento. Aliás, se a religião devesse ser destruída pelo Espiritismo, é que ela seria destrutível e o Espiritismo seria mais poderoso. Dizê-lo seria uma inabilidade, pois seria confessar a fraqueza de uma e a força do outro. O Espiritismo é uma doutrina moral que fortalece os sentimentos religiosos em geral e se aplica a todas as religiões. Ele é de todas, e não é de nenhuma em particular. Por isso não diz a ninguém que a troque. Deixa a cada um a liberdade de adorar Deus à sua maneira e de observar as práticas ditadas pela consciência, pois Deus leva mais em conta a intenção do que o fato. Ide, pois, cada um ao templo do vosso culto, e assim provai que vos caluniam, quando vos taxam de impiedade."8

 

Comunicação providencial dos Espíritos

 

   "Os tempos são chegados em que esta palavra do profeta deve ser realizada: "Espalharei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos profetizarão e vossos velhos terão sonhos", diz o Senhor. O Espiritismo é essa difusão do espírito divino, que vem instruir e moralizar todos esses pobres deserdados da vida espiritual que, só vendo a matéria, esqueciam que o homem não vive só de pão. (...)"9

 

O que esperais da mediunidade?



   "Faço-vos essa pergunta para que possais constatar, pela sua resposta, se a mediunidade é para vós um meio seguro de acessardes tesouros que, de outro modo, permaneceriam ocultos, ou se ela é apenas uma atividade a que vos dedicais pelo compromisso assumido com os grupos que compondes.

   Se, por meio da mediunidade, esperais desincumbir-vos de uma tarefa, de um peso colocado em vossos ombros, como se houvésseis aceitado uma pena, e não obtido uma benção de Deus, digo-vos que não compreendestes em que consiste essa faculdade e o que verdadeiramente podeis esperar dela.

   É por meio de seu emprego que Deus quer que se dê a regeneração da humanidade; esta não ocorrerá enquanto o homem não se identificar com o bem que ela revela, isto é, a felicidade a que pode aspirar na vida futura e a consolação que ela traz na vida presente. A voz dos Espíritos bem-aventurados vos chama a eles, mostrando o que pode o filho de Deus esperar como recompensa do cumprimento de Suas leis. A voz dos seres que vos são caros vem secar vossas lágrimas e mostrar-vos que ireis inevitavelmente para o mesmo mundo em que eles se encontram, o que deve mudar por completo a forma como vedes o mundo que hoje habitais, onde antes eles estavam.

   Empregai, portanto, esse talento, homens, e multiplicai-o em muitas vezes. Explorai por antecipação a vida futura; perguntai aos bons Espíritos por que são felizes e o que fizeram para isso; pedi-lhes que vos ajudem a seguir a mesma via, e eles não vos faltarão. Investigai o estado de vossos afetos já mortos; ajudai-os se sofrem; sede úteis a todos aqueles que verdadeiramente necessitarem de vossas preces.

   Oh, médiuns, acaso sois cegos para apenas ver na faculdade mediúnica as dificuldades que sua prática pode suscitar? Não são elas um preço muitíssimo baixo a ser pago em face de todo o bem que ela vos pode gerar? Meditai sobre isso e vereis que vosso coração deve também estar na prática segura e desinteressada da mediunidade, pois aí está um dos mais valiosos tesouros que Deus vos oferece. O médium que bem empregou o dom que Deus lhe deu, ao voltar ao mundo dos Espíritos vê centuplicados em bençãos todos os esforços que fez em vida para dar bom proveito à sua faculdade.

   Já não são meras especulações filosóficas que necessitais buscar para saberdes como viver nessa vida, com o que vos ocupar para serdes felizes; basta que tomeis a mão que Deus vos estende de além-túmulo, por meio da mediunidade, e sigais os Espíritos que em nome dele vêm convidar-vos para o seu festim. Aceitai, portanto, esse convite, pois é o mais claro e direto que poderíeis receber de Deus, vós que pedistes o Espiritismo como guia."


Allan Kardec

(Psicografada no Encontro Geral do Geak, dia 30 de abril de 2022.)

 

Esforçai-vos, pois, ó médiuns, para cumprir o vosso dever

 

   "Médiuns, porque duvidais de vós mesmos, após tantas provas que obtivestes e tantos ensinamentos recebidos para que façais crescer e frutificar a vossa faculdade? Mesmo obtendo vós mesmos comunicações cujas ideias estão fora do comum das vossas, e tendo constatado por vós mesmos curas evidentes de obsessões, ainda não vos entregais completamente como instrumentos passivos quando vos colocais como intérpretes dos Espíritos. É certo que o médium tem um papel bem ativo, que é o de buscar constantemente atrair a influência dos bons Espíritos e de doar-se voluntariamente para cumprir a missão que tem a desempenhar; mas por médiuns passivos quero dizer aqueles que fazem tábula rasa e se esforçam para não manchar nossas palavras com suas ideias preconcebidas.

   Crede, não cessaremos de dar-vos instruções e conselhos nesse sentido, enquanto o mundo não estiver repleto de bons médiuns, sendo dóceis intérpretes dos nossos ensinos.

   Todos aqueles que são médiuns podem servir de intérpretes aos bons Espíritos, pois Deus não vos daria tal faculdade para que fôsseis instrumento da mentira ou para servir apenas a Espíritos sofredores, como geralmente se faz hoje em dia nos centros. É certo que podeis alegar que há uma certa dificuldade para desenvolver e aprimorar a vossa faculdade. E por que vedes nisso uma dificuldade? Porque é necessário o vosso próprio esforço, a vossa dedicação e o devido recolhimento. Se há médiuns dotados de faculdades mais ostensivas que outros, devido a uma disposição orgânica, nem por isso devem eles deixar de esforçar-se para servir com humildade, buscando ser bons instrumentos, caso contrário o orgulho os faria presas fáceis dos maus Espíritos. A faculdade mediúnica exige portanto estudo e dedicação. Os critérios para que ela seja um poderoso meio de moralização da vossa sociedade foram dados por Allan Kardec em suas obras, especialmente em O Livro dos Médiuns. Dedicai-vos portanto ao estudo de suas obras. O médium que deseja ser um bom servidor não pode fazê-lo sem o estudo e o aperfeiçoamento moral constantes, o que só é possível com dedicação. Esforçai-vos, pois, ó médiuns, para cumprir o vosso dever, a missão que tendes a desempenhar, tornando sagrado o vosso tempo, sacrificando os vossos interesses mundanos ao estudo e ao aprimoramento de vossa faculdade. Se assim o fizerdes tereis cumprido a vontade de Deus e, ao adentrardes o mundo dos Espíritos, não sofrereis o arrependimento do servo que enterrou o seu talento"

 

Joana d'Arc. (Anjo guardião do médium)

(Psicografada no dia 4 de julho de 2022, no Geak.)

 

Da formação dos médiuns

 

   Para quem deseja saber se é ou não médium, e quer guiar-se pelos ensinos dados por Allan Kardec, basta ler O Livro dos Médiuns, especialmente na segunda parte - Das manifestações espíritas, cap. XVII - Da formação dos médiuns - Desenvolvimento da mediunidade.

 

__________

   1 O Livro dos Médiuns - Segunda parte - Das manifestações espíritas, cap. XXXI - Dissertações espíritas - Sobre os médiuns, XV.

   2 O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX - A fé transporta montanhas - Parábola da figueira que secou, item 10

   3 Veja-se: Revista Espírita, fevereiro de 1864 - O Espiritismo nas prisões.

   4 O Livro dos Espíritos - Parte Quarta - Das esperanças e consolações - Conclusão, VI.

   5 Revista Espírita, outubro de 1861 - O Espiritismo em Lyon.

   6 O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII - Muitos os chamados, poucos os escolhidos - Muito se pedirá àquele que muito recebeu.

   7 Revista Espírita, dezembro de 1863 - Utilidade do ensino dos Espíritos.

   8 Allan Kardec, Revista Espírita, fevereiro de 1862 - Cumprimentos de ano-novo.

   9 Revista Espírita, fevereiro de 1867 - Dissertações espíritas - Comunicação providencial dos Espíritos.

     Veja-se também: Revista Espírita, outubro de 1865 - Variedades - Vossos filhos e vossas filhas profetizarão.

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