Reflexões sobre a lei do trabalho à luz do Espiritismo
"O trabalho é uma lei da natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais porque aumenta suas necessidades e seus gozos."1
O que é trabalho?
"Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?"
- "Não; o Espírito trabalha como o corpo. Toda ocupação útil é um trabalho."
"Por que o trabalho é imposto ao homem?"
- "É uma consequência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, um meio de aperfeiçoar sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância da inteligência; por isso é que ele deve sua alimentação, sua segurança e seu bem-estar ao seu trabalho e à sua atividade. Àquele que é muito fraco de corpo, Deus deu a inteligência para provê-lo; mas é sempre um trabalho."2
Palavras de Allan Kardec sobre o tema
"A vida corpórea é necessária ao Espírito, ou à alma, o que é a mesma coisa, para que possa cumprir neste mundo material as funções que lhe são dadas pela Providência: é uma das engrenagens da harmonia universal. A atividade que ele é forçado a empregar nas funções que exerce à sua revelia, crendo agir por si mesmo, ajuda no desenvolvimento de sua inteligência e facilita seu adiantamento. Sendo a felicidade do Espírito na vida espiritual proporcional ao seu adiantamento e ao bem que pôde fazer como homem, disso resulta que quanto mais importância adquire a vida espiritual aos olhos do homem, mais ele sente a necessidade de fazer o que for preciso para nela garantir o melhor lugar possível.
"A experiência dos que viveram vem provar que uma vida terrestre inútil ou mal empregada não tem proveito para o futuro, e que aqueles que não buscam aqui senão as satisfações materiais pagam muito caro por elas, quer por sofrimentos no mundo dos Espíritos, quer pela obrigação em que se acham de recomeçar sua tarefa em condições mais penosas que as do passado; tal é o caso de muitos daqueles que sofrem na Terra.
"Assim, considerando as coisas deste mundo do ponto de vista extra-corporal, longe de ser estimulado à despreocupação e à ociosidade, o homem compreende melhor a necessidade do trabalho. Partindo do ponto de vista terreno, essa necessidade é uma injustiça aos seus olhos quando ele se compara aos que podem viver sem nada fazerem: ele os inveja e deles tem ciúmes. Partindo do ponto de vista espiritual, essa necessidade tem sua razão de ser, sua utilidade, e ele a aceita sem murmurar, pois compreende que sem o trabalho ficaria indefinidamente na inferioridade e privado da felicidade suprema à qual ele aspira, e que não poderia alcançar se não se desenvolver intelectual e moralmente." (...)3
Objetivos visados por Deus fazendo do trabalho uma lei para o homem:
- Conservar o corpo
- Desenvolver o pensamento
- Expiar suas faltas
- Aperfeiçoar a inteligência
- Prover seu alimento, sua segurança e seu bem-estar
Significado de útil
Para que tenhamos um bom entendimento do que seja o trabalho como ocupação útil, precisamos entender bem o significado de útil e de outros termos dentro do contexto da filosofia espírita, uma vez que é com ela que vamos nos instruir aqui. Para isso, vamos buscar os significados nas obras que a estabeleceram, ou seja, nas obras de Allan Kardec. Muitos filósofos trataram do termo útil, por exemplo, mas nem todos estão de acordo entre si a respeito do seu significado; para sermos justos devemos analisá-lo no contexto da doutrina espírita, que é nosso propósito nesse estudo.
Certamente o útil não pode ser considerado do ponto de vista do gosto dos homens, nem dos seus hábitos ou de suas tendências; se assim fosse, o útil poderia ter tantos significados quanto é o número dos indivíduos. No entanto, para que compreendamos o que é uma ocupação útil, é preciso que o significado de útil seja universal e possa ser aplicável a todos, e nas diversas situações.
Então poderíamos entender que útil é igual a bem? Que útil e bem são sinônimos?
Tudo leva a crer que sim. Vejamos:
"É suficiente não fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar sua posição no futuro?"
- "Não, é preciso fazer o bem no limite de suas forças; pois cada um responderá por todo mal que seja feito por causa do bem que ele não tiver feito."4
Para entender melhor o alcance dessa resposta, recorremos a um esclarecimento dado por Allan Kardec, em A gênese, a respeito do bem e do mal:
"Pode-se dizer que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. O mal não é um atributo distinto assim como o frio não é um fluido especial; um é o negativo do outro. Onde o bem não existe, forçosamente existe o mal."5
Na resposta dada à pergunta 643 do Livro dos Espíritos fica claro que fazer o bem é ser útil:
"Haverá pessoas que, por sua posição, não tenham possibilidade de fazer o bem?
- "Não há quem não possa fazer o bem; somente o egoísta jamais encontra para isso ocasião. Basta estar em relações com outros homens para encontrar ocasião de fazer o bem, e cada dia da vida dá essa possibilidade a quem não esteja cego pelo egoísmo; porque fazer o bem não é só ser caridoso, é ser útil na medida do vosso poder todas as vezes que o vosso concurso possa ser necessário."6
Não fazer o bem é ser inútil
Recorremos também a uma resposta dada à pergunta 657, do mesmo livro, em que os Espíritos superiores dizem que não fazer bem é ser inútil.
"Os homens que se dedicam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e só pensando em Deus, têm mérito a Seus olhos?"
- "Não, porque se eles não fazem mal, não fazem bem e são inúteis; aliás, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que pensemos nele, mas não quer que só nele pensemos, pois deu ao homem deveres a cumprir na Terra. Aquele que se consome na meditação e na contemplação nada faz de meritório aos olhos de Deus, porque sua vida é toda pessoal e inútil à Humanidade, e Deus lhe pedirá contas do bem que ele não tiver feito. (640)"7
Resumindo:
- O trabalho é uma lei da natureza
- Trabalho é toda ocupação útil
- Útil e bem são sinônimos
- Não fazer o bem já é um mal
- O mal é a ausência do bem
- Não fazer o bem é ser inútil
O trabalho previne o suicídio
"De onde vem o desgosto da vida que se apodera de certos indivíduos, sem motivos plausíveis?
- "Efeito da ociosidade, da falta de fé e quase sempre da saciedade."
"Para aquele que exerce suas faculdades num fim útil e conforme suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido, e a vida se escoa mais rapidamente; ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto age em vista da felicidade mais sólida e mais durável que o espera."
"Que pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?"
- "Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada."8
Limite do trabalho, repouso
"Sendo o repouso uma necessidade após o trabalho, é ele uma lei da natureza?"
- "Sem dúvida, o repouso serve para reparar as forças do corpo, e também é necessário a fim de deixar um pouco mais de liberdade à inteligência para se elevar acima da matéria."
"Qual o limite do trabalho?"
- "O das forças; quanto ao resto, Deus deixa livre o homem."9
Observação: importante notar que o limite do trabalho não é a idade, mas as forças.
A inutilidade voluntária será cruelmente expiada
"Entre os Espíritos há os que sejam ociosos, ou que não se ocupem de nenhuma coisa útil?"
- "Sim, mas esse estado é temporário e subordinado ao desenvolvimento de sua inteligência. Certamente há, como entre os homens, Espíritos que só vivem para si mesmos; porém, essa ociosidade lhes pesa, e, cedo ou tarde, o desejo de progredir lhes faz sentir a necessidade da atividade, e são felizes ao poderem tornar-se úteis. Falamos dos Espíritos que chegaram ao ponto de terem a consciência de si mesmos e seu livre-arbítrio; porquanto, em sua origem, são como crianças que acabam de nascer, e que agem mais por instinto do que por uma vontade determinada."10
"Qual pode ser a missão das criaturas voluntariamente inúteis na Terra?"
- "Há efetivamente pessoas que só para si mesmas vivem e não sabem tornar-se úteis para nada. São pobres seres lamentáveis, pois eles expiarão cruelmente sua inutilidade voluntária, e seu castigo começa quase sempre já nesse mundo, pelo tédio e o desgosto da vida."11
Algumas palavras de São Luís sobre a preguiça
"Eu vos digo que a força não foi dada ao homem, nem a inteligência ao seu espírito para que consuma seus dias na ociosidade, mas para que ele seja útil aos seus semelhantes. Ora, aquele cujas mãos estiverem desocupadas e o espírito ocioso será punido, e deverá recomeçar a sua tarefa.
"Em verdade vos digo que sua vida será posta de lado como coisa imprestável, quando seu tempo se cumprir. Compreendei isto como uma comparação. Qual dentre vós, possuindo no pomar uma árvore que não dá frutos, não dirá ao seu servidor: "Corte esta árvore e lance-a no fogo, pois seus ramos são estéreis?" Ora, assim como aquela árvore será cortada por causa de sua esterilidade, também a vida do preguiçoso será lançada no refugo, por ter sido estéril em boas obras."12
"Ao entrar no mundo dos Espíritos, o homem ainda está como o operário que comparece no dia do pagamento. A uns dirá o Senhor: "Aqui tens a paga dos teus dias de trabalho"; a outros, aos venturosos da Terra, aos que hajam vivido na ociosidade, que tiverem feito consistir a sua felicidade nas satisfações do amor-próprio e nos gozos mundanos: "Nada vos toca, pois que recebestes na Terra o vosso salário. Ide e recomeçai a tarefa."13
Um Espírito entediado: "A preguiça é mãe da ignorância"
Reproduzimos aqui parte de um diálogo que Kardec publicou em O Céu e o Inferno, ou a justiça divina segundo o Espiritismo, nos exemplos de Espíritos endurecidos:
"4. Quem pode vos ocasionar o tédio de que vos queixais? - R. Consequência da existência. O tédio é o filho da ociosidade; eu não soube empregar os longos anos que passei na terra, sua consequência se faz sentir em nosso mundo.
5. Os Espíritos que, como vós, vagam atormentados pelo tédio, não podem fazer cessar esse estado quando querem? - R. Não, eles nem sempre podem, porque o tédio lhes paralisa a vontade. Eles sofrem as consequências de sua existência; foram inúteis, não tiveram nenhuma iniciativa, não encontram nenhuma ajuda entre si. Ficam abandonados a si mesmos até que a lassidão desse estado neutro os faça desejar mudar; então, à menor vontade que desperta neles, eles encontram apoio e bons conselhos para auxiliar seus esforços e perseverar.
6. Podeis dizer-me alguma coisa sobre a vossa vida terrestre? - R. Ah, bem pouca coisa, deves compreendê-lo. O tédio, a inutilidade, a ociosidade provêm da preguiça; a preguiça é mãe da ignorância.
7. Vossas existências anteriores não vos fizeram avançar? - R. Sim, todas, mas muito fracamente, pois todas foram o reflexo umas das outras. Sempre há progresso, mas tão pouco sensível, que é inapreciável para nós.
8. Aguardando que recomeceis uma outra existência, quereis vir mais frequentemente perto de mim? - R. Chama-me para me coagires a isso; prestar-me-ás um favor.
9. Podeis dizer-me por que vossa letra muda frequentemente? - R. Porque perguntas muito; isso me cansa, e preciso de ajuda."
"O guia do médium. É o trabalho da inteligência que o cansa e que nos obriga a lhe prestar ajuda para que ele possa responder às tuas perguntas. É um desocupado do mundo dos Espíritos como o foi do mundo terrestre. Trouxemo-lo para tentar tirá-lo da apatia desse tédio que é um verdadeiro sofrimento, mais penoso às vezes do que os sofrimentos agudos, pois ela pode prolongar-se indefinidamente. Consegues imaginar a tortura da perspectiva de um tédio sem fim? A maioria dos Espíritos dessa categoria busca uma existência terrestre apenas como distração, e para romper a insuportável monotonia de sua existência espiritual; assim eles chegam aí muitas vezes sem resoluções tomadas para o bem, é por isso que devem recomeçar até que, enfim, o progresso real se faça sentir neles."14
Instruções dos Espíritos sobre a lei do trabalho
A preguiça
1. Sendo a ação uma lei da natureza, por que motivo o homem muitas vezes tende à inação e à indolência?
- "O homem que se compraz da inação denota o quão material ainda é, pois a chamada lei do menor esforço é característica do ser material, ou do instinto animal que, uma vez tendo suas necessidades básicas satisfeitas, entrega-se ao repouso. Assim, por mais que o homem saiba que é Espírito, se ainda se compraz na ociosidade não pode deixar de estar mais próximo do animal do que de um ser moralmente livre. Aquele que sabe verdadeiramente que é Espírito não se entrega aos apelos do corpo para o repouso indevido, pois compreende muito bem que o corpo é ferramenta e deve estar à serviço da alma, e não poderia deixar que o instrumento tenha poder de decisão. Ademais, como o Espírito encarnado deve promover também o avanço material, se é esclarecido pelas luzes do Espiritismo, ele busca tirar o melhor proveito da encarnação que Deus lhe concedeu a fim de avançar, e não para gozar de um aparente bem-estar que mais não é do que estagnação, prenúncio de sofrimento futuro, quando não ainda na vida presente. A preguiça é, pois, resquício do instinto animal a serviço da preservação da matéria perecível, por um lado; por outro, fruto do orgulho e do egoísmo, quando aquele que a ela se entrega julga estar dispensado dos deveres que lhe competem, punindo assim os que com ele convivem e dando um mau exemplo aos que o observam."
Michel Bonnamy
(Psicografada 27 de agosto de 2019.)
"Desejo ditar algumas palavras a respeito do dolce far niente15 lançando mão de situações que vos são familiares. Já sabeis que o repouso é necessário, a fim de deixar mais liberdade à inteligência para elevar-se acima da matéria. Pois bem, está aí um ponto sobre o qual deveis refletir quando buscais o repouso. À hora de dormir, orais a Deus pedindo que ele vos permita instruir-vos junto aos vossos Guias, quando vos emancipardes. No entanto, quando deixais vossas ocupações profissionais, em vossos momentos de lazer, tendes essa mesma preocupação? Buscais também nesses momentos elevar vossa inteligência acima da matéria?
Nos momentos de lazer não deixais de vos alimentar, de dar ao corpo o devido descanso; com mais forte razão deveis pensar no ser imortal que sobreviverá ao corpo, e cuja felicidade futura depende dos investimentos de hoje. Lembrai-vos, amigos, que sois Espíritos e tudo o que isso significa em vossos dias, na encarnação. Lembrai-vos também que logo mais, na vida futura, não precisareis dedicar ao corpo boa parte do vosso tempo; o que então vos ocupará de maneira útil o pensamento?
Refleti sobre essa questão e vede se teria alguma justificativa para vós, que sois espíritas, o dolce far niente, que pode ser para vós uma maneira confortável de embriagar a consciência."
Anjo guardião do médium
(Psicografada dia 20 de agosto de 2019.)
Sobre o trabalho infantil
1. Em certos países as leis proíbem que o Espírito encarnado trabalhe antes de completar quatorze anos de idade. Que pensais a esse respeito?
- "Entendemos que é justo quando essa lei estatal visa a evitar que a criança e o adolescente sejam submetidos a trabalhos acima de suas forças físicas e morais, quando os pais não estão aptos a bem conduzir seus filhos. No entanto, quando se quer evitar que os pais façam com que seus filhos menores se ocupem de coisas úteis, de acordo com suas forças, entendemos que o Estado assume um papel que não lhe compete, pois não arcará com as consequências daí decorrentes, especialmente quando o menor se torna vicioso e infrator, pois aí os pais é que serão responsabilizados."
2. A lei humana que proíbe o trabalho da criança menor de quatorze anos não seria prejudicial ao Espírito dela, uma vez que se deve trabalhar no limite das forças?
- "Os pais que têm consciência da sua missão de educadores não se deixam intimidar por quem quer que deseje desviá-los do sagrado compromisso de dar uma boa direção àqueles a quem amam e desejam ver se desenvolver neles as virtudes que os tornarão mais livres intelectual e moralmente. Sabemos que muitos pais se submetem passivamente a leis injustas, que podem comprometer o bom desenvolvimento do caráter de seus filhos, mas ainda assim terão que responder perante Deus sobre o que fizeram dos Espíritos cuja guarda Deus lhes confiou."
3. No entanto, não devem os homens obedecer as leis do Estado para que não sofram as sanções por elas estabelecidas?
- "Os homens devem obedecer antes de tudo a Deus, ouvindo a voz da própria consciência, e ensinar isso aos seus filhos pelo exemplo. Ademais, se a lei estatal interdita ao empregador a contratação de menores de idade, isso não impede que os pais cumpram o seu dever fazendo com que seus filhos se ocupem com atividades úteis no lar, realizando trabalhos de acordo com as suas forças, a fim de que aprendam o valor do tempo e não alimentem o egoísmo e a preguiça."
Vossos Guias
(Psicografada dia 10 de setembro de 2019.)
__________
1 O Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais, cap. III - Lei do trabalho - Necessidade do trabalho, item 674
2 Idem, itens 675 e 676.
3 Revista Espírita, julho de 1862 - O ponto de vista
4 O Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais, cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal, item 642
5 A Gênese - A Gênese segundo o Espiritismo, cap. III - O bem e o mal - Origem do bem e do mal, item 8.
6 O Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais, cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal, item 643
7 O Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais, cap. II - 1. Lei de adoração - Vida contemplativa, item 657
8 O Livro dos Espíritos - Parte Quarta - Das esperanças e consolações, cap. I - Das penas e gozos terrestres - Desgosto da vida. Suicídio
9 Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais, cap. III - 2. Lei do trabalho - Limite do trabalho. Repouso. Itens 682 a 683.
10 O Livro dos Espíritos - Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos, cap. X - Das ocupações e missões dos Espíritos, item 564
12 Revista Espírita, junho de 1858 - A preguiça. Parábola por São Luís
13 O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Motivos de resignação, item 12
14 O Céu e o Inferno - Segunda Parte - Exemplos, cap. VII - Espíritos endurecidos - Um Espírito aborrecido. Veja-se também: Revista Espírita, novembro de 1860 - Dissertações espíritas - O tempo perdido
15 Locução italiana que significa "agradável ociosidade".

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