Situação dos Espíritos familiares após a morte
Um grupo espírita familiar teve a ideia de entrevistar seus parentes mortos para saber de sua situação de felicidade ou de sofrimentos, tendo por base o "Código penal da vida futura".1
O grupo se dirigiu antes ao seu presidente espiritual, Santo Agostinho, nestes termos:
Caro presidente, pensamos que a evocação de Espíritos familiares que desejem vir contar-nos sobre sua situação de sofrimento ou de felicidade, de conformidade com o Código penal da vida futura, poderia aumentar a nossa fé nas leis de Deus, além de auxiliar algum afeto que esteja em sofrimento. Caso o senhor julgue útil, pedimos que nos dê orientações a esse respeito e, se possível, nos indique algum de nossos familiares que já tenha se voluntariado para nos auxiliar nesse estudo. Eis a resposta obtida:
"O diálogo com Espíritos familiares ou conhecidos sempre proporciona um aprendizado. As conversas com desejo sincero de instrução e de auxílio aos Espíritos sofredores agradam a Deus, pois às vezes fazem refletir os Espíritos que se enganam a respeito de sua própria situação, assim como muitas vezes vos enganais na apreciação de vós mesmos. Digo-vos que a opinião que se tenha a respeito de uma pessoa pode levar a erro o observador, por isso deveis buscar fazer tábula rasa de vossas opiniões a fim de observar a situação dos Espíritos comunicantes com imparcialidade e sem prevenção. Observando com atenção as virtudes ou as fraquezas, se houve progresso ou não dos Espíritos que entrevistais, podeis ver neles o próprio reflexo, e seus exemplos poderão ser úteis ao vosso aprendizado.
As mais diversas situações em que se encontram os Espíritos vêm demostrar as inumeráveis nuances que permeiam suas consciências, e é esse o estudo que, se feito com profundidade e seriedade, vos trará novas luzes. Nós vos ajudaremos trazendo às reuniões, para se comunicarem, os Espíritos com os quais os diálogos serão mais proveitosos."
Santo Agostinho
(Psicografada dia 13 de março de 2023.)
Vó Gabriela
Na mesma sessão o Espírito da avó de um dos membros do grupo escreveu o que se segue:
"Se se tratasse somente de virmos fazer relatos da nossa situação no mundo dos Espíritos, teria pouca utilidade, pois há muitos livros cheios deles; o que realmente desejamos é que o exemplo do que já passamos, ou do que estamos passando no presente, toque mais de perto a razão e o coração de vocês.
A proximidade, o afeto que nos liga há de aumentar a força dos fatos sobre os quais não poderão alegar ignorância, porque são as vozes dos que os amam a lhes falar, e não a daqueles que muitas vezes vocês consideram como personagens que existem apenas nos livros.
Nossos corações continuam pulsando, nossos sentimentos estão vivos, sofremos e temos alegrias, e são esses sentimentos que queremos compartilhar com todos."
Gabriela
(Psicografada dia 16 de abril de 2023.)
"Os Espíritos geralmente se comunicam com prazer, e para eles é uma satisfação ver que não os esquecemos; eles descrevem de bom grado suas impressões ao deixar a Terra, sua nova situação, a natureza de suas alegrias ou de seus sofrimentos no mundo onde se encontram: uns são muito felizes, outros desgraçados, alguns sofrem mesmo horríveis tormentos, conforme a maneira que viveram, e o emprego bom ou mau, útil ou inútil que deram à vida. Observando-os em todas as fases de sua nova existência, conforme a posição que ocuparam no mundo, seu gênero de morte, seu caráter e seus hábitos como homens, chegamos a um conhecimento, senão completo, pelo menos bastante preciso do mundo invisível para dar-nos conta do nosso estado futuro, e pressentir a sorte feliz ou desgraçada que nos espera." Allan Kardec2
Sessão do dia 20 de abril de 2023
Primeira entrevista
Perguntamos ao presidente de grupo Santo Agostinho se seria oportuna a evocação da Sra. Gabriela, uma vez que ela já havia se comunicado espontaneamente na sessão passada, dando-nos bons conselhos sobre os estudos que iríamos empreender, e demonstrando muito boa vontade. Santo Agostinho respondeu que sim, e que ela já estava presente aguardando ser chamada. Então nós a evocamos e tivemos com ela o seguinte diálogo:
Evocação, em nome de Deus.
- Eu estou aqui!
1. Quem nos fala?
- Gabriela.
2. Parece que a senhora veio de bom grado atender ao nosso chamado, não é mesmo?
- Sim. Sempre que me é possível tenho participado dos estudos desse grupo, e é para mim uma felicidade muito grande poder vir e, se for possível, colaborar de alguma maneira.
3. A senhora conhece o objetivo que temos com estas entrevistas?
- Sim. Quando vocês se reúnem e propõem um tema como esse, tão importante, nós, que também estamos em busca do aperfeiçoamento, do aprendizado, e de como podemos ser mais úteis a Deus, já passamos a participar, porque Santo Agostinho, que coordena esse grupo, nos chama a todos para que nos unamos a fim de que uns possam ajudar os outros.
4. Nós lhe agradecemos pela sua boa disposição. A senhora falou há pouco que é feliz quando pode ser útil a nós que estamos no corpo, quando pode ajudar aos seus familiares. Poderia nos dizer se é plenamente feliz e se sua felicidade é constante?
- Quando nós vemos esses Espíritos que já superaram a fase em que estamos, os problemas tão comuns a Espíritos como nós, então vemos que eles gozam de uma felicidade que eu poderia dizer que é de outra natureza, porque eles não guardam nenhuma preocupação com as coisas desse mundo, no sentido de coisas que deixou por fazer, faltas que precisam ser reparadas, como eu preciso; essa felicidade eu ainda não tenho. Minha felicidade consiste em poder ver coisas boas acontecendo, poder aprender a ser útil com os Espíritos que são plenamente felizes, então é isso o que me faz feliz.
5. A senhora sofre por alguma razão específica, por alguma infração à lei de Deus, que queira nos contar e também alertar-nos para que não cometamos a mesma falta?
- Quando eu vejo agora, por exemplo, as consequências das faltas que cometi enquanto buscava educar os meus filhos, as preocupações que eu tinha, conforme o conhecimento que possuía, e as consequências da minha maneira de encarar a vida no corpo, tenho plena consciência da minha responsabilidade. Portanto, se é permitido por Deus que um Espírito nasça em nossa família, seja como filho, seja como alguém próximo, e consentimos em assumir a responsabilidade de corrigir aquilo que era preciso corrigir nesse Espírito, e não o fizemos, é nossa a responsabilidade.
6. Sofre ao ver aqueles que estiveram sob sua responsabilidade, e que hoje sofrem por algo que a senhora poderia ter evitado?
- Sim, sim. Quando reflito e percebo que poderia ter agido de outra maneira em certas situações, isso me traz sofrimento. Traz-me também, é verdade, um aprendizado, pois agora vejo que não posso cometer os mesmos erros no futuro. Coisas que julgamos sem importância ou às quais não devemos dar tanta atenção, podem gerar sérias consequências para os nossos afetos, que poderiam ter sido por nós corrigidos; quando um desses afetos comete erros, com isso desencadeia uma série de sofrimentos também para os outros, e esses são males que podemos evitar dando aos filhos uma boa educação com objetivo de formar o homem de bem.3 Então digo que esse é um sofrimento que experimento. É claro que aquele que enfrenta as próprias dificuldades responderá pela parte que lhe cabe de seus erros, mas se poderíamos fazer algo para ajudar esse que está ao nosso lado a ter um olhar mais justo sobre a vida, sobre as leis de Deus, e não o fizemos, temos que assumir a nossa responsabilidade, que é grande.
Pode-se considerar como missão a paternidade?
- "É, sem contradita, uma verdadeira missão; é, ao mesmo tempo, grandíssimo dever, que empenha, mais do que o pensa o homem, a sua responsabilidade para o futuro. Deus colocou a criança sob a tutela de seus pais para que estes a dirijam na via do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquela uma organização física frágil e delicada, que a torna acessível a todas as impressões. No entanto, há aqueles que mais se ocupam de endireitar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de endireitar o caráter de seu filho. Se ele sucumbir por falta dos pais, estes terão que suportar a pena, e os sofrimentos da criança na vida futura cairão sobre eles, por não terem feito o que deles dependia para o adiantamento do filho na via do bem."4
7. Pelo que a senhora disse na resposta acima, poderíamos entender que é assim que respondemos por todo mal que resulte de não termos feito o bem que podíamos, como ensina o Livro dos Espíritos?5
- Sim, é isso. Quando olhamos para o que poderíamos ter feito e não fizemos, para as oportunidades que tivemos e não aproveitamos, há sempre um sofrimento, um pesar. Quando morremos e empreendemos a revisão das ações referentes à última encarnação, também vamos nos lembrando das faltas relacionadas ao passado anterior a ela; se deixamos de repará-las, elas continuam pendentes; se não dominamos nossas más tendências, elas continuam a nos infelicitar; se não cumprimos os compromissos assumidos, adiamos nossa felicidade. Vejam que não há alguém a nos dizer: você não fez o que deveria ter feito! É a nossa própria consciência que nos cobra, pois foi por livre-arbítrio que escolhemos, como Espíritos, fazer isso ou aquilo, deixar de fazer isso ou aquilo. Então não há um dedo apontado para nós: é a voz da nossa própria consciência que se faz ouvir. Alguns podem pensar: vou fazer ou deixar de fazer isso ou aquilo porque alguém me vê, porque alguém me cobra; isso é insensatez, pois da consciência ninguém se esconde. É a consciência que vasculha o fundo da nossa alma, e somos nós mesmos olhando para a nossa própria intimidade. Há coisas que os outros não sabem a nosso respeito, que alguns Espíritos não veem, mas nós sabemos, porque Deus nos deu essa faculdade chamada consciência. Quando saímos do corpo ela se amplia: não há para onde correr. Resta-nos, no entanto, dirigir-nos a Deus humildemente e pedir perdão e forças para reparar nossas faltas e seguir adiante.
8. Quando constatamos a nossa procrastinação e percebemos que ela já se arrasta há muito tempo, talvez há séculos, isso deve aumentar ainda mais nosso sofrimento, não?
- Sim, e ainda aí há uma oportunidade para que se aprenda a escolher melhor as provas, a conhecer-se a si mesmo, suas forças, seus limites, o que é possível ou não fazer numa vida. Ocorre que, quando voltamos ao corpo, na encarnação, muitas vezes fechamos os ouvidos à própria consciência. Ela continua a nos alertar sobre nossos deveres, mas as ilusões desse mundo, que parecem tão reais, muitas vezes nos seduzem.
9. O que a senhora fez, quando estava no corpo, que lhe alegrou ao voltar ao mundo dos Espíritos ao perceber que fez bem?
- Eu consegui entender melhor o valor do amor ao próximo, apesar dos erros que cometi. Quando olho para trás vejo que essa vida, em que fui avó do médium, me ajudou a olhar para o outro com um maior sentimento de humanidade. As dificuldades materiais me auxiliaram a ter mais resignação diante das situações difíceis pelas quais passei, e com isso também aprendi a entender o sofrimento do próximo e a socorrê-lo quando era possível. Isso me deixa feliz.
10. A senhora era médium. Havia escolhido e pedido a Deus essa faculdade antes de nascer?
- Sim, sim, e ela me ajudou, embora eu não tivesse buscado entender melhor a respeito dessa faculdade, como vocês fazem agora, ela me foi útil porque com ela pude ajudar algumas pessoas da minha própria família. Pude perceber coisas que não via antes, como a realidade do mundo dos Espíritos, pois podia falar com a minha mãe falecida. Sabia que tinha guias, porque pedia a ajuda deles, e embora não soubesse quem eram eles, sabia que eles podiam mais do que eu e que me davam forças nos momentos de dificuldade. Só por isso a mediunidade já me foi útil, embora pudesse ter sido bem mais.
Observação: a Sra. Gabriela tinha um pequeno altar em sua casa com imagens de santos. Ela fazia benzimentos com o auxílio do Espírito de sua mãe, com quem sempre estava em contato.
11. Algo mais que a senhora queira nos dizer a respeito do nosso objetivo de entrevistar os Espíritos familiares para saber se são felizes ou infelizes, saber a causa de sua felicidade ou infelicidade, a fim de compreendermos melhor a justiça de Deus?
- Há uma expectativa de nossa parte, e falo em nome dos Espíritos familiares que aqui estão e também dos Guias, de que essas conversas toquem profundamente o coração de cada um, porque a passagem pelo corpo é só um instante, mas a vida jamais se extingue, graças a Deus. Então, pensando assim, podem imaginar que depois da morte tudo continuará a ser como é agora, mas se mudarem hoje o que não está de acordo com as leis de Deus, no futuro será diferente; se não mudarem estarão na mesma situação. É isso que esperamos que fique claro para todos: a vida é uma só; que a impressão de que a vida no corpo é o mais importante, é só uma impressão, uma falsa impressão. Nós sempre pedimos a Deus por todos vocês, a fim de que saibam bem aproveitar as provas escolhidas para essa vida. Deus nos permite vir falar-lhes da nossa situação com esse objetivo.
12. Então tem muitos Espíritos familiares aqui querendo nos ajudar?
- Sim. Santo Agostinho diz que todos os Espíritos que vocês têm a intenção de entrevistar estão dispostos, pois esses nos quais vocês pensam são os que já estão aqui com esse propósito.
13. Nós agradecemos por ter atendido ao nosso chamado, e pedimos a Deus que ouça as preces que todos fazeis por nós.
Gabriela (Avó do médium)
(Por psicofonia, dia 20 de abril de 2023.)
Sessão dos dia 27 de abril de 2023
Segunda entrevista
Evocação.
- Estou aqui. Gabriela.
1. Ouviu os comentários que fizemos há pouco sobre a utilidade que teve para nós sua sua comunicação na sessão passada?
- Sim, e fico feliz por poder dar alguma contribuição, pois como eu disse anteriormente é grande a expectativa de todos nós aqui deste lado.
2. Gostaria de fazer algum comentário sobre o que discutíamos há pouco, a respeito da morte?
- Percebo que as instruções que o Espiritismo oferece a todos nós, mas principalmente aos encarnados, fazem muita diferença no momento da morte. É bem provável que não fiquem surpresos pelo fato de deixar o corpo, mas a surpresa maior poderá ser a de se constatar que o mundo dos Espíritos é mesmo verdadeiro e muito dinâmico. Quando atravessamos a porta daí para cá nós nos enxergamos tão bem, é tudo tão claro que podemos nos assustar com o que vemos. Digo isso porque os sofrimentos e as alegrias que nos aguardam deste lado, consequências das nossas ações, são reais, pois as leis de Deus se cumprem para todos, quer gostemos ou não, quer as conheçamos ou não; a cada um será dado segundo as suas obras, porque a justiça de Deus se faz para todos.
3. De acordo com o que nos ensina o Espiritismo, teremos que prestar contas do tempo que passamos na Terra. Poderia nos esclarecer como isso se deu com a senhora?
- Aqui a questão do tempo perdido é semelhante ao que acontece aí com vocês, quando se dão conta de que as oportunidades passaram sem as terem aproveitado como deveriam, e então lamentam. Nós também lamentamos por não termos feito as coisas no momento em que elas deveriam ter sido feitas, ou por termos feito o que não deveríamos. Mas não basta lamentar, é preciso retomar a tarefa negligenciada e prosseguir. Quando nos damos conta de que a vida no corpo é só um breve tempo, passamos a refletir sobre a sua importância, justamente por ser um tempo tão curto, tão breve. Assim, quando passamos em revista as coisas que teríamos que fazer e não fizemos, nos questionamos sobre as oportunidades que tivemos para fazermos o bem e que negligenciamos. É então que precisaremos pedir a Deus que nos conceda uma nova oportunidade de viver num corpo para fazer o que deixamos de fazer.
"A experiência dos que viveram vem provar que uma vida terrestre inútil ou mal empregada não tem proveito para o futuro, e que aqueles que não buscam aqui senão as satisfações materiais pagam muito caro por elas, quer por sofrimentos no mundo dos Espíritos, quer pela obrigação em que se acham de recomeçar sua tarefa em condições mais penosas que as do passado; tal é o caso de muitos daqueles que sofrem na Terra.
Assim, considerando as coisas deste mundo do ponto de vista extra-corporal, longe de ser estimulado à despreocupação e à ociosidade, o homem compreende melhor a necessidade do trabalho." Allan Kardec 6
4. Essa reflexão, que poderíamos chamar de balanço moral, é feita comparando-se as provas escolhidas, as resoluções tomadas antes de nascer, com o que realmente fizemos durante a encarnação?
- Sim, porque aí poderemos refletir sobre as coisas que havíamos definido como sendo as mais importantes, sobre os pontos que víamos como os mais graves, e é assim que se faz esse balanço.7
5. A senhora tem se preparado para uma nova encarnação?
- Sim.
6. Poderia nos falar então sobre as provas que escolheu, ou pensa em escolher, a fim de reparar as faltas passadas?
- Tenho pensado muito a respeito da importância de ser um bom exemplo na educação daqueles pelos quais somos responsáveis, e também para todos os que nos observam. Então tenho pedido ao meu Anjo guardião que me ajude a escolher uma vida em que eu possa trabalhar para me melhorar e dar assim um bom exemplo.
7. Tem noção de qual será o maior desafio a enfrentar nessa nova oportunidade que pede a Deus?
- Vencer o orgulho, que tanto me atrapalhou e que tanto ainda atrapalha. O orgulho é como uma espessa cortina de fumaça que nos impede de enxergar aquilo que precisamos ver.
8. Vencer o orgulho é o maior desafio de todos nós, Espíritos ainda tão imperfeitos. A senhora tem recorrido também a Jesus para ajudá-la na escolha das provas para a sua nova encarnação?
- Sim, eu peço forças a esse Mestre, porque sei que não há nenhum pedido sincero do coração que ele não atenda, cumprindo assim a vontade de Deus.
9. A senhora fala com Jesus diretamente?
- Eu faço preces e me uno a esses Espíritos que aqui estão, e assim recebemos tantas boas respostas do mestre Jesus.
10. A senhora pede para ter contato com o Espiritismo na sua próxima encarnação?
- Sim, o Espiritismo vai fazer parte da minha próxima vida. Além disso, tenho pedido a Deus para que eu guarde de maneira bem profunda na minha alma o que já sei agora. Os vínculos terrenos vão me aproximar dessa doutrina, se Deus quiser.
11. A senhora gostaria de nos dar algum conselho?
- Bem, eu só repetiria o que eu já disse antes sobre a importância de olharem com seriedade para a vida futura, tão real, tão próxima. Digo a todos que tenham certeza de que nós estamos aqui, junto de vocês e nos somamos para auxiliar em suas lutas. Saibam que os Espíritos, nossos bons Guias, estão sempre prontos quando vocês têm a boa vontade de se instruírem com eles, de progredir. Os maus Espíritos nada podem quando vocês verdadeiramente se unem em pensamento e coração.
12. Tem aqui hoje muitos Espíritos familiares participando dessa assembleia?
- Sim, muitos, e estamos todos felizes porque vemos que vocês nos percebem mais vivos. Eu agradeço por me darem essa oportunidade e peço a Deus que dê forças a todos nós.
13. Nós lhe agradecemos e pedimos a Deus que leve em conta a sua boa-vontade de nos instruir.
Gabriela (Avó do médium)
(Por psicofonia, pelo Sr. R., dia 20 de abril de 2023.)
Aos Guias.
Lemos, no Livro dos Espíritos, a respeito dos puros Espíritos:
"Assistir os homens em suas aflições, excitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema, é para eles uma doce ocupação."8
Quando perguntamos à Sra. Gabriela se ela recorria a Jesus para auxiliá-la na escolha das provas para uma nova encarnação, ela nos disse que faz preces e se une a outros Espíritos, a fim de receber respostas do Mestre.
1. Por que a grande maioria dos Espíritos familiares, ou amigos, com os quais conversamos, dizem não se aconselhar diretamente com Jesus?
2. Tais comunicações não nos levam a ver Jesus distante, imaginando que ele não é acessível aos fracos, aos sofredores e aos enfermos, como ele mesmo afirmou?
3. Os Espíritos familiares realmente não buscam Jesus, ou são os nossos preconceitos que se refletem nas comunicações?
Eis a resposta:
"Assim como os Espíritos que agem em nome de Deus olham por seus protegidos, mesmo estando eles a distâncias incompreensíveis para vós, também Jesus envolve todos os seus irmãos com seu pensamento, mesmo estando a distâncias incomensuráveis. Jesus ouve o chamado de todos aqueles que sinceramente a ele se dirigem e lhes responde, pois todos estão ao alcance de sua radiosa presença. No entanto, assim como os encarnados, mesmo dizendo-se crentes em Jesus, mas nunca tendo pensado em encontrá-lo, também os Espíritos o buscam por meio de representantes que julgam estarem mais próximos do Mestre.
Os Espíritos da primeira ordem são percebidos pelos diversos encarnados e desencarnados, conforme a condição moral de cada um. Alguns têm a certeza de sua presença pelo efeito de suas orações, pela observação, pela reflexão em torno dos ensinos do Mestre; os que já compreendem melhor, que já retiraram da alma as grosseiras paixões que limitam a visão do Espírito, estes percebem, sentem e melhor compreendem Jesus.
Assim é nesse mundo onde viveis, em que a matéria ainda prevalece e as paixões impedem ou turvam a percepção mais clara e justa desse Espírito que é um com Deus e se faz presente onde o chama a sinceridade do coração e a pureza da alma que, numa humildade virtuosa, procura seguir o caminho da verdadeira vida, indo ao encontro do bom Pastor!"
Vianney
(Psicografada dia 4 de maio de 2023.)
A missão dos puros Espíritos
"Gozam de inalterável felicidade, porque não estão sujeitos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material; mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, passada em uma contemplação perpétua. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoar e lhes atribuem suas missões. Assistir os homens em suas aflições, excitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema, é para eles uma doce ocupação. São designados algumas vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins."9
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1 O Céu e o Inferno - Primeira Parte - Doutrina, cap. VII - As penas futuras segundo o Espiritismo - Código penal da vida futura
2 O Espiritismo em sua mais simples expressão - Histórico do Espiritismo.
3 O Livro dos Espíritos - Das leis morais, cap. III - 2. Lei do trabalho - Limite do trabalho. Repouso, item 685. Veja-se também: cap. XII - Da perfeição moral - Caracteres do homem de bem, item 918.
4 O Livro dos Espíritos - Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos, cap. X - Das ocupações e missões dos Espíritos
5 O Livro dos Espíritos - Das leis morais, cap. I - Da lei divina ou natural - O bem e o mal, item 642
6 Revista Espírita, julho de 1862 - O ponto de vista
7 Veja-se: O Livro dos Espíritos - Das esperanças e consolações, cap. II - Das penas e gozos futuros - Expiação e arrependimento.
8 O Livro dos Espíritos - Escala Espírita - Primeira ordem - Espíritos puros, item 113

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