COMO SER UM BOM PAI
O Sr. K., jovem pai de três filhos, tem um desejo sincero de receber orientações dos Anjos sobre como poderia ser um bom pai. Ele tem sincera afeição por Allan Kardec, lê suas obras, mas não é médium. Um parente seu, que é médium, numa manhã, logo ao acordar, percebeu que um Espírito queria ditar algumas palavras, então anotou a seguinte comunicação para que fosse entregue ao jovem pai:
"Perguntas-me como ser um bom pai para teus filhos, então buscarei instruir-te sobre essa missão, que pode ser considerada das mais importantes na Terra, e quando falo pai refiro-me à paternidade que inclui tanto o pai quanto a mãe, pois, embora com funções distintas, ambos são genitores.
O que quer um bom pai para seus filhos?
Quer que sejam bons filhos, bons irmãos, bons amigos, bons cidadãos, saudáveis de corpo e de alma, enfim, homens de bem.
Assim, quando os bons genitores se preparam para receber um filho, cuidam de todos os preparativos para recebê-lo nas melhores condições; o filho, ao nascer, por ser totalmente dependente, é cuidado com todo zelo e carinho para que nada de mal venha a infelicitá-lo; é alimentado, agasalhado, velado dia e noite para que nada de mal lhe aconteça; e, coisa importante, mesmo que o filho nada diga, está aprendendo com o exemplo dos pais.
Quando o filho balbucia as primeiras palavras, dá os primeiros passos, os pais se alegram; ensinam-no a andar em lugares seguros para que não sofra com as eventuais quedas; corrigem quando pronuncia mal as palavras, escolhem para ele alimentos que fortifiquem seus músculos, mas sabem que em suas mãos Deus colocou um Espírito a fim de que seja a Ele conduzido.
Para facilitar a tarefa dos genitores, o Criador lhes envia criaturas dóceis, confiantes, sucetíveis de receber todas as impressões, especialmente as que são dadas pelo exemplo dos seus pais; mas não é só isso: o Criador imprimiu na alma de cada filho Seu os elementos próprios a torná-los justos e bons. Assim, toda criatura traz em seu íntimo os elementos de origem divina para que, desenvolvidos, elevem o Espírito imortal ao seu destino final, que é a pureza, para a qual foi criado. Desenvolver nos filhos esses elementos é o dever maior dos pais, e é o que em filosofia se chama educação moral. Esses elementos Deus os imprimiu nos filhos como instintos nobres, como os sentimentos de justiça, de amor, de misericórdia. Por isso, todo filho de Deus traz em sua alma faculdades imensas que precisam ser desenvolvidas por uma vontade ativa; a razão, a inteligência, o entendimento e o sentimento são algumas das principais.
O que bons genitores desejam para seus filhos é que estes sejam obedientes e respeitosos para com aqueles a quem devem a vida; que se amem como irmãos, que cuidem uns aos outros, que ajudem-se mutuamente, que sejam dignos, honestos, responsáveis, independentes, e que tirem bom proveito da herança que lhes foi preparada, e não falamos só da herança material, mas da herança moral, único bem perene e inalienável.
Pois bem, tudo o que um bom pai quer para seus filhos, quer o Criador para todos os Seus: que sejam obedientes, pela razão esclarecida; que sejam justos e bons, imitando os atributos do Pai. Para isso é que Deus, além dos pais terrenos, muitas vezes ainda inseguros e frágeis, colocou ao lado de cada filho seu, seja criança ou adulto, um bom pai a zelar por ele, um amigo sempre solícito, um Espírito superior: um Anjo guardião. Além do Anjo guardião, muitos Espíritos protetores, familiares, velam pelos homens, que são seus irmãos. Sabendo os pais que seus filhos são Espíritos reencarnados que trazem consigo o resultado do que construíram até então, que são as virtudes e os vícios, tratam de ajudá-los na infância a fortalecer aquelas e eliminar estes.
Deus, como bom Pai, faz ainda mais: para servir de modelo e guia da perfeição a que se pode aspirar na Terra, enviou um de seus filhos que já atingiu a total pureza; ele encarnou para dar o maior exemplo do bom filho: Jesus, o Cristo, o irmão maior dos homens, o filho sábio e obediente ao seu Criador, que quer ver todos os seus irmãos felizes na eternidade.
Se quiseres, poderemos responder tuas dúvidas diretamente a ti, tanto sobre a melhor maneira de te conduzires nessa breve estada no corpo, quanto sobre a melhor condução de teus filhos, pois essa é a missão que Deus nos confiou e que temos satisfação em cumprir; para isso basta que nos evoques com confiança e desejes sinceramente ouvir-nos. A fraternidade universal é uma grande prova do amor de Deus por suas criaturas.
Eis, meu filho, algumas palavras que te dito para que as medites e busques, além de ser um bom pai, ser um bom filho de Deus.
Sou aquele que chamas de professor, sou seu amigo,"
Allan Kardec
(Psicografada em 13 de abril de 2020.)

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